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Grupo de Acompanhamento avança na análise do diagnóstico do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio do Peixe

Por: Assessoria Técnica da UDESC - Projeto SC Águas
comite.peixe@gmail.com
06 de Maio de 2026

O Grupo de Acompanhamento do Plano (GAP) do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe e Bacias Contíguas realizou, no dia 30 de abril, reunião por videoconferência, com o objetivo de analisar o diagnóstico dos recursos hídricos da bacia, etapa fundamental para a elaboração do Plano de Recursos Hídricos.

A reunião ocorreu às 13h30, por meio da plataforma Microsoft Teams, e contou com a participação dos representantes do GAP: Ricardo Marcelo de Menezes - coordenador (UNOESC Joaçaba), Maurício Perazzoli - relator (CINCATARINA), Vinícius Constante (SEMAE), Edson Fernando Spier (CRBio 09), Tiago Rech (BRF) e Guilherme Dalla Costa (IMA). Também participaram representantes da empresa Profill Engenharia, responsável pela elaboração do plano, incluindo a equipe técnica e de coordenação do projeto.

Durante o encontro, a equipe da Profill apresentou os principais resultados do Produto 2- Diagnóstico dos Recursos Hídricos, que contempla uma análise detalhada das condições da bacia. Entre os pontos apresentados, inicialmente destacou-se a divisão da bacia em cinco Unidades de Planejamento e Gestão (UPGs), considerando critérios hidrológicos, socioeconômicos e ambientais, com o objetivo de orientar uma gestão mais integrada e eficiente do território.

A partir das UPGs estabelecidas, o diagnóstico também aborda aspectos relacionados à conservação ambiental, uso e ocupação do solo, áreas protegidas e saneamento básico, incluindo os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana. Além disso, foram apresentados dados sobre disponibilidade hídrica, demanda de água e qualidade dos recursos hídricos superficiais.

Em relação à disponibilidade de água, o estudo indica que a porção média da bacia apresenta maior capacidade de manutenção das vazões mínimas, especialmente em períodos críticos, devido à contribuição de afluentes e à interação com aquíferos. Por outro lado, áreas de cabeceira e próximas à foz apresentam maior vulnerabilidade, o que reforça a necessidade de atenção na gestão hídrica local.

Quanto à demanda de água, o setor de criação animal concentra o maior número de usuários cadastrados no território, seguido pela irrigação e outros usos. No entanto, em termos de volume de água consumida, o setor industrial lidera, sendo responsável por cerca de 38% do total, seguido pela criação animal, abastecimento público e irrigação.

No que se refere à qualidade da água superficial, o diagnóstico preliminar aponta um bom nível qualitativo nos pontos monitorados, não indicando comprometimento dos mananciais utilizados para abastecimento público, o que representa um cenário positivo para a bacia. Já em se tratando de águas subterrâneas, a análise qualitativa revela, de maneira geral, boa potabilidade, mas aponta pressões localizadas, decorrentes da ocupação antrópica e de características geológicas naturais, fator que reforça que a segurança hídrica da bacia depende, especialmente, de melhorias nos serviços de saneamento e do monitoramento contínuo das características hidroquímicas naturais do sistema.

Após a apresentação, os membros do GAP realizaram considerações técnicas sobre o estudo, que foram acolhidas pela equipe da Profill para ajustes. De forma geral, o diagnóstico foi bem avaliado pelos participantes, destacando-se pela consistência e qualidade das informações apresentadas.

Como encaminhamento, o GAP dará continuidade à análise do documento e realizará nova reunião no dia 13 de maio, para elaboração de parecer técnico sobre o diagnóstico. Posteriormente, o material será ajustado pela equipe técnica e apresentado à plenária do Comitê no dia 19 de maio, durante Assembleia Geral Ordinária, quando será deliberada a aprovação do produto.